2011 Year in Review: Best of Design Milk | Design Milk
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Será que não é um pouco de hipocrisia ainda ter aquela divisão do tipo “mulher para casar” ?
Sou o primeiro a fazer piadas de qualquer esteriótipo em que as pessoas possam me classificar (careca, italiano, brasileiro, homem, administrador etc). Segundo o Seinfeld eu tenho liberdade pra fazer isso tanto quanto ele tem pra fazer piadas de judeu. Alias tenho amigos judeus que fazem piadas de sua cultura, amigos negros que fazem piadas sobre a cor de sua pele, loiras que que usam a frase “sou loira mesmo” e por ai vai. Fazer piada sobre si e sobre tipos sociais é legal não sejam chatos e ranzinzas (felizmente convivo e converso no face e na vida real com pessoas que entendem a diferença de humor e preconceito). O problema é que algumas pessoas realmente falam sério e tomam decisões baseados em critérios superficiais.
Inclusive notei que ainda acontecerem discussões do tipo: “se der no primeiro encontro a mulher é facil”, ”Acho um absurdo meu namorado (a) trocando mensagens com amiga (o) solteiro”, “duas pessoas se beijando em publico é um absurdo, se forem do mesmo sexo então” e por ai vai…
Na boa, queria muito que as pessoas se preocupem mais em ter uma relação saudável com seus parceiros (sexuais, atividades etc), uma vida sexual prazerosa e uma vida profissional de sucesso e menos com comportamentos sociais, ciume e etc. Se isso acontecesse as pessoas ganhariam mais e teriam mais orgasmos o resto depois você pensa.
Se você não achou a pessoa ideal é pelo simples fato de que achar a pessoa ideal é difícil, sejam aquilo que quiserem ser, façam piada com isso e sobre si e aguarde…coisas boas e pessoas boas sempre aparecem. Isso não está ligado com seu comportamento, nem postar “quero amar” nem ser recatada ajuda nessa tarefa.
A imagem que me motivou é essa ai:

Pensando bem, a matemática é simples: 1 + 1 = 2 se você dividir por zero chega na importância desse texto…
O que 300, Charles Chaplin, operadoras de celular e #LangerieDay tem em comum com 3 dicas para marcas e empresas?
Esse é um daqueles artigos motivados por uma série de informações que flutuam na minha mente e que resolveram se relacionar. Me recuso a afirmar que “uma imagem vale mais que mil palavras” isto porque seria um clichê deslavado, embora carregue a mais pura verdade. Porém para provar meu ponto vou ter de explicar cada um dos elementos que resolvi relacionar.
Analisando do ponto de vista psicológico o ser humano gosta de ser admirado e admirar, isto significa que, só procuramos a melhor oportunidade de mostrar aquilo que temos orgulho e nessa conta entram, com certeza, atributos físicos. Um decote, uma saia mais curta, uma blusinha que deixe a barriga aparecendo também são variações deste mesmo comportamento. Quando fazemos algo devemos estar preocupados com a mensagem, vamos a foto abaixo da Ana Soares (inclusive meus agradecimentos a ela por permitir a reprodução da foto). Em termos de beleza fotográfica a imagem é muito boa, porém se confrontarmos com o objetivo de mostrar sensualidade a mensagem pode ser confundida com outros elementos, isto porque a luz e o cenário formam uma combinação tão bela que mesmo se tirássemos a modelo ainda seria uma boa foto (mesmo que eu prefira com a modelo, mas não vou comentar sobre a moça porque hoje estou difícil). Isto gera um problema de objetivação, se o foco era mostrar as curvas e uma sensualidade associada a modelo, essa imagem não é tão assertiva, isto porque seu cérebro gasta tempo pra achar o objetivo da foto. Se perguntarmos a qualquer pessoa como era essa foto possivelmente se lembrará da silhueta de uma mulher mais a descrição não será clara, pois há muitos elementos para lembrar. 
[Foto por Bruno Cortez e Alex Miatello http://4upixel.com/, maquiagem e produção por Kélcia Ribeiro e cabelo por Diogo Gonzales]
Transpondo esse raciocínio ao mundo do marketing seria como um logotipo com muitos elementos gráficos que tirem foco do produto. Os melhores logotipos são os mais simples, um exemplo disso é a Apple, a logomarca não é uma maça branca, mas sim a silhueta da maça mordida, não importa qual a cor, ao ver essa forma associamos a empresa do tio Steve. Sendo assim a regra numero um de uma marca é responder a pergunta: o que de minha marca será lembrado?
Agora vamos ao outro prisma da história, o lado sensual. Primeiramente devemos separar o que é sensual, erótico e pornográfico. Para explicar a diferença pensem em uma bela mulher de vestido longo, mas que ao movimentar-se deixe algumas curvas marcadas no fino pano do vestido, esse é o mais sutil dos três ele deixa claro alguma característica do gênero, por exemplo a forma dos seios. O erotismo também é sutil, porém está mais ligado a sexualidade seria como se essa mesma mulher resolvesse colocar um vestido com uma fenda que ocasionalmente deixe aparecer a renda de uma meia 7/8. Nesse caso o elemento sexual é invocado, porém sem deixar explicito. O pornográfico seria se essa mesma mulher com um vestido mais curto exibisse a ausência de sua calcinha em um movimento ao estilo instinto selvagem. Antes de mais nada deixo claro que não tenho nada contra nenhum desses 3 tipos de exibição e acho que quem tem possui grandes problemas com sua própria sexualidade (#prontofalei), só fiz a diferenciação pois será fundamental para concluir meu raciocínio.
Marcas e produtos devem ser sensuais, deixando claro seu gênero, porém apenas acentuando essa forma. Paralelamente o sensual é mais simples enquanto o pornográfico é explicito, pois exibe mais elementos. Como comparação o pornográfico seria um comercial de refrigerantes da Dolly, repetindo a marca a cada frase se sua irritante musica “Dolly guaraná Dolly..” (lembrou?). Na contra mão temos as operadoras de celular onde o próprio nome remete a coisas do dia a dia (oi, claro etc), porém a sacada é associar ao objetivo de sua empresa, neste caso a palavras que repetimos enquanto conversamos em nossos celulares (OI tudo bem? ou Você está entendendo? CLARO) Agora vamos a segunda regra: sua marca deve ser sensual e não pornográfica.
A terceira e ultima regra merece uma menção ao Charles Chaplin e ao filme 300. Charles Chaplin transmitia uma mensagem de forma iconográfica como ninguém, um exemplo disso é o trabalhador preso entre engrenagens em Tempos Modernos. Essa simples cena leva uma mensagem simples, porém se começarmos a avaliar podemos chegar a milhares de mensagens implícitas, por exemplo, que as engrenagem representam o sistema, que as engrenagens são o caminho para um moedor de ideias, que o trabalhador é movido e não o motor em uma empresa e por ai vai. O filme 300 explora uma outra variação o “zoom in”, a história dos 300 lutadores está contida em um contexto maior de guerra, intriga e futuro de nações.

Sendo assim se assistirmos o filme por mais de uma vez podemos entender que aquela história é apenas a ponta do iceberg. Isso faz com que possamos ver mais coisas no caso de assistir o filme mais de uma vez. A terceira regra é: tenha camadas de significância, cada vez que alguém olhar deve encontrar algo novo que está cada vez mais oculto e mais difícil de ver, porém leva uma mensagem mais complexa.
Mudando para o contexto das fotos, por isso ainda acho que não há imagem mais bela que uma mulher apenas de camisa xadrez, a mensagem clara e básica passada pela mulher é: sou sensual mesmo com sua camisa masculina, a sensualidade está nas parte do corpo que são expostas ocasionalmente aos movimentos e cada vez que você olhar para essa imagem poderá fazer uma inferência nova: ela acabou de fazer sexo? o que está por baixo da camisa? de quem é essa camisa, quem foi o sortudo? e por ai vai ou melhor não vai, fica por ai e divida por zero afinal você já sabe qual a mensagem aqui: “esse texto não vai dar em nada”.
Você empresa, tome cuidado com seu usuário, entendemos que a lingua portuguesa é complexa, mas confundir “desinstalar” com “desentalar” não dá.


Para comemorar o aniversário de 96 anos do Les Paul (Guitarrista de Jazz e Country). Após anos fabricando suas próprias guitarras e inovando com novos modelos e características de fabricação, cria uma das primeiras guitarras com corpo de madeira sólido. Pra quem ainda não viu hoje há uma homenagem a ele na tela inicial do Google.
Se você quiser ir além, ai vai algumas “cifras” pra você se divertir:
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1. One- metallica
3-7-3-5, 1-7-1-5, 3-7-3-5, 1-7-1-5-8
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2. Marcha Imperial (Star Wars)
EEE Q T E Q T E UUU I YR Q T E
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3. Parabéns pra você
5565 887 5565 998 5550 8876 4408 998
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4. Tema do Indiana Jones
ERTI WER TYUP YU IOP
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5. Oração (A Banda Mais Bonita da Cidade)
987 5765357 5765356 676767676797 676767676797 65677 57656567 57653265
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6. Atirei o pau no gato
543234555-65444-54333-11666-76555-435-435-4321111
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7. Fígarooooooo
098 098 098
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8. Redemption song – Bob Marley
Q-W-E-Q-R-H-B Q-W-E-B-R-E-W-Q –
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9. Cai cai balão
T, T, R, E, T, T, R, E, T, Y, T, R, E, W, W, E, R, W, E, R, W, E, R, T, Y, T, R, E, W, Q
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10. Asa Branca (Luiz Gonzaga)
12355344-11235543-1123554314-443232211
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11 The number of the beast (Iron Maiden)
555 7 5 8 5 9 55 9 55 9 55 9 55 9
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Agradecimentos aos desocupados: Guilherme e Leonardo por cifrarem o google, que assim como esse tumblr não vão dar em nada…
Não sou de escrever sobre filmes (alias eu nunca fiz uma resenha de filme na vida), mas esse eu achei que merecia (e olha que eu sou dificil, rs). Prometo que no futuro vou deixar isso para profissionais como o pessoal do Cinema com Rapadura. O nome em português infelizmente não é bom (Te amarei para sempre) o que fica parecendo um filme banal de romance entre um homem e uma mulher (ou entre qualquer duas espécies, gêneros ou filos que queiram se relacionar) A.K.A Filme de Menininha.
Simplesmente O MELHOR ROTEIRO que vi nos últimos anos (e olha que eu assisto muitos filmes e séries, leio muitos livros e estudo técnicas para escrever roteiros). A história pode ser resumida como um “Romance que convence”, a viagem no tempo é para dar uma pitada de ficção e criar o conflito da história. Ele tem elementos da boa e velha “jornada do herói” e recursos de roteiro para prender atenção colocando elementos que vão ser explicados no futuro (J.J. Abrams Style), cada rosto, cada objeto, cada palavra tem um significado e uma ligação. Quem assina é o Famoso Bruce Joel Rubin, escritor de: Ghost - Do Outro Lado da Vida e Impacto Profundo. Aliás quem já se aventurou (ou se aventura) a escrever roteiros, sabe bem como é difícil lidar com viagem no tempo, principalmente quando você tem personagens que vivem em linhas tempo diferentes, mas nesse filme tudo fica bem amarrado, rendendo cenas “inenarraveis” (neologismo com liberdade artística, ok?) entre elas: o primeiro beijo do casal, o ultimo beijo e a primeira noite juntos.Confesso que achava que seria um mistura de Efeito Borboleta com Doctor Who e De Volta Para o Futuro (três histórias que eu respeito muito), mas me enganei totalmente.
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A Edição é impecável, com timming perfeito e uma fotografia com um sutil ajuste de intensidade das cores e contraste que dá um ar de magia a história. A Rachel McAdams atuou muito bem, mostrando sutilezas como o jeito de olhar para a pessoa amada ou o pesar de ser esposa de um viajante do tempo. Sua personagem é uma mulher perfeita (linda, engraçada e inteligente) não fica em nenhum momento como sidekick ou submissa, porém sempre oscila entre fugir do destino e ser apaixonada pelo destino reservado a ela (aliás se alguém conhecer uma mulher assim, me passa o tel, na vida real elas são tão comuns como supernovas de chocolate, arvores de dinheiro e atendentes de call center prestativos). Alias confesso que nunca achei essa atriz bonita, mas no filme ela está muito bem. O papel é dividido com a atriz infantil Brooklynn Proulx. O interessante é notar que o momento em que eles se encontram pela primeira vez rende uma das melhores cenas do filme.
Eric Bana também manda muito bem, tendo que lidar com várias versões temporais de si. O melhor é que ele realmente consegue mostrar a personalidade de alguém que viveu muitas vidas em uma. O romance entre o casal começa ainda quando a jovem Clare Abshire conhece o velho Henry DeTamble. Seus encontros acontecem sempre de forma não linear em relação ao seu crescimento biológico, porém isso faz com que eles desenvolvam uma ligação impossível pra outros casais. Ela conhece ele desde pequena e sabe bem como ele vai ser quando ficar mais velho, ele conhece bem o futuro dela e passa a conhecer seu passado e entender melhor cada traço de sua personalidade. Vale citar que a Tatum McCann (filha do casal chamada Alba) que divide a personagem com Hailey McCann (acho que elas são irmãs, mas não tenho certeza) também faz uma ótima atuação, que pode ser comparada a Abigail Breslin de Pequena Miss Sunshine e Zumbiland.
O diretor é o Robert Schwentke, mas me arrisco a dizer que o filme ser bom não é graças a ele. Não que ele seja mal diretor, mas esse é o tipo de filme que se apóia no roteiro, confesso que em termos de direção não vi nada de especial, mas também não vi nada de errado, sendo assim ele não ganha nem perde pontos.
Cena de pré-sexo sensual, cena de casamento bela e cena final tocante. Esse é o tipo de filme que te fala o que vai acontecer, mas você fica esperando um “plot twist”. Bom se vai ter ou não, assista o filme, ou melhor divida tudo o que você viu por zero, afinal essa resenha não vai dar em nada mesmo.
Meu sócio (@guirussiano) parece um velho de 50 anos tomando café e olhando e-mail (Taken with Instagram at Starbucks Coffee)
Sei que não é comum que sejam tratados alguns temas por mim. Costumo falar muito de finanças, marketing e até sexo, mas dessa vez resolvi abordar um assunto diferente e está mais ligado ao crescimento pessoal e as relações humanas, entenda: namoro, amizade, relacionamento familiar, sexo casual e por ai vai.
Mr. Crowley (sim o da musica do Ozzy), também conhecido como Aleister Crowley e por sua influência no cenário Rock mundial, costumava dizer: “Faça o que quiser, faça isso a totalidade de sua lei” ou como foi dito por nosso amigo Rauzito: “Faça o que tu queres pois é tudo da Lei”. Pra ser bem franco, não importa quem disse essa frase, o importante é o que ela representa. Basicamente podemos fazer tudo o que quisermos, porém somos responsáveis pelo produto de nossas ações.
Até ai tudo muito bom, tudo muito bem, mas realmente não temos a menos noção do quanto somos responsáveis nesse grande esquema cósmico (profundo né?). Nossas pequenas ações podem causar resultados grandiosos em vidas alheias. As vezes um simples “você está bem?” pode fazer alguém ganhar o dia. Ai está o X da questão, em geral as pessoas renegam essa responsabilidade e atribuem o produto de suas ações a terceiros. A tapa na cara (no bom sentido, se é que existe um bom sentido para tapas na cara) é: você é responsável pela sua felicidade e das pessoas com quem você interage, porém ninguém é responsável pela sua, apenas você.
Por falta de ciência desse fato que muitos relacionamentos vão pro brejo (e olha que não estou falando de fantasias sexuais bizarras). Entender o que é necessário pra fazer a outra pessoa feliz não é uma tarefa fácil, requer acima de tudo autoconhecimento, pois quem se conhece sabe bem o que é capaz de fazer e o que não é. Sim somos limitados, mas esse limite é inversamente proporcional ao conhecimento desse limiar, quanto mais conhecemos nossos limites, mais frágeis eles se tornam.
Uma vez que conhecemos nosso limite temos a receita sobre o que deve ser mudado, mas mudar requer disciplina. Pessoalmente, luto todos os dias para ser aquilo que julgo ser o ideal. Se isso fosse um texto da Disney, diria eu: “a diferença entre ser o príncipe encantado e o Sapo não está no beijo da princesa, mas na vontade do cavaleiro”, bom como isso não é um texto da Disney e não vou dizer.
Acho que esse raciocínio merece mais de um texto e o desfecho ficará para uma outra postagem gostaria terminar parafraseando nosso querido Tio Ben Parker: o maior poder que temos é o poder de mudar o mundo e grandes poderes requerem grandes responsabilidades.
Antes que eu esqueça divida tudo isso por zero, afinal esse texto não vai dar em nada mesmo…
Estranhamente, nós humanos, temos o costume de atribuir a razão de nosso sucesso ou mesmo de nosso insucesso simplificando a uma única ação ou uma única decisão. Esse é um método muito usado pelas ciências com sistemas muito complexos (e nada poderia ser mais complexo que a própria vida). A idéia é simples e bem prática, digamos que você queira analisar um ser humano, mas para evitar simulações muito complexas resolva analisar uma ameba e extrapolar (sim, esse é o termo científico) para organismos mais complexos.
Comecei a escrever isso devido a uma entrevista que assisti essa semana. Nela um empresário atribuiu o seu sucesso ao fato de “comprar barato e vender barato”. Bom, vamos analisar um pouco isso: do ponto de vista lógico isso faz sentido, afinal vender barato significa que você ganha volume e com isso ganha dinheiro (fica rico e aparece na tv respondendo perguntas idiotas de jornalistas).
O problema disso é que aquilo que estamos procurando normalmente não está no lugar onde estamos olhando (afinal se estivesse, não estaríamos procurando). Agora aplique esse raciocínio (extrapole) a quando procuramos algo sem saber bem o que estamos procurando, neste caso o “fator de sucesso” (aquela coisa que faz as coisas acontecerem, sacou?) e que é quase tão facil de achar quanto um lepechaum. Afinal ninguém sabe muito bem como se parece um “fator de sucesso”, só que ele deveria estar ali enquanto o sucesso acontece. O maior problema é que não vivemos em CNTP (condições normais de temperatura e pressão, pra quem não lembra) e lidamos com diversos fatores ao mesmo tempo. Pela lógica ele poderia ter atribuído seu sucesso a um amigo que sempre esteve com ele ajudando nas decisões ou até mesmo ao fato de usar X no nome de suas empresas (sim estou falando do Sir Eike) que ninguém poderia refutar essa hipótese. O fato é que a probabilidade de apontarmos o fator correto é quase tão pequena quanto fazermos uso desse fator para conseguir sucesso. Partindo do principio que as pessoas de sucesso já acertaram (mesmo que sem querer) uma vez, acertar duas vezes seria bem improvável.
Agora vamos ao animais: meu cachorro por exemplo, não está muito preocupado em saber porque ele sempre tem comida na tigela dele. Simplesmente ele sente fome e procura por comida. Aparentemente (digo aparentemente, pois sei lá o que se passa na cabeça desse bicho) ele não se preocupa com a mecânica por trás do aparecimento da comida, mas sim com o fato da comida estar lá ou não e o que ele vai fazer pra comer caso ela não esteja lá. Em outras palavras ele lida com o fato e não com o fato gerador.
Pense nisso ou melhor não pense, divida isso por zero que está tudo certo, afinal isso não vai dar em nada mesmo.
